“O REINO DE WALT DISNEY” PROSSEGUE NO CANAL CURTA.

Por Celso Sabadin.

Continua no canal Curta a série documental “O Reino de Walt Disney”, produzida pela norte-americana PBS. O terceiro episódio, que vai ao ar nesta quarta-feira, 15/07, mostra o lado Disney que os seus maiores fãs prefeririam esquecer: a atuação do famoso criador de Mickey Mouse como um desprezível dedo duro, denunciando abertamente seus colegas ao infame comitê de atividades anti-americanas ou, em outras palavras, tirando o ganha pão de inúmeras famílias.

Em tempos de Guerra Fria, o tal “fantasma do comunismo” corria solto nos EUA em geral e em Hollywood em particular. Qualquer pessoa que demonstrasse um  mínimo de preocupação social ou que se filiasse a sindicatos estaria suscetível a ser denunciada como “comunista”, mesmo que a maioria dos seus denunciadores sequer soubesse direito o significado da palavra. Era o que bastava para que o denunciado fosse impedido de trabalhar na indústria do entretenimento. E Disney estava lá, acusando empregados seus que tivessem lutado por aumento ou por melhores condições de trabalho. Ao lado de Disney, nomes como Ronald Reagan e Gary Cooper tocavam o terror.

A série mostra também como Walt Disney se distanciava gradativamente da realidade de seu país, principalmente após as transformações sociais advindas da Segunda Guerra, produzindo filmes e séries que soavam cada vez mais ingênuas e fora de sintonia com a sua contemporaneidade. A presença das chamadas “minorias” era praticamente apagada de suas obras.

Construir nos fundos de sua mansão uma grande maquete de sua cidadezinha natal evidenciou simbolicamente a dificuldade que Disney tinha de crescer e encarar temas adultos. Tal maquete abriu as portas de sua vasta imaginação – e feroz empreendedorismo – para a idealização de seu primeiro parque temático, a Disneylândia de Los Angeles, numa época em que a própria expressão “parque temático” carregava uma conotação negativa de entretenimento barato e sucateado.

As cenas da construção da Disneylândia são impressionantes pela sua grandiosidade. Após um trabalho hercúleo e um orçamento inicial de – na época – US$ 5 milhões que estouraram para US$ 17 milhões (bancados pela rede de televisão ABC), o primeiro mundo encantado de Disney ficou pronto, concretizando o sonho de seu criador em criar um universo à parte, isolado por muros da realidade externa. O sucesso foi estrondoso. Até Juscelino Kubitschek foi conhecer (veja no frame abaixo captado do documentário).  

Juscelino em visita à Disneylândia

Mas tinha mais, muito mais… Para saber, anote: a série completa pode ser vista no CurtaOn – Clube de Documentários, disponível no Prime Video Channels, da Amazon, na Claro tv+ e no site oficial (CurtaOn.com.br). A estreia do terceiro episódio no Curta será neste 15 de julho, às 22h30, com os seguintes horários alternativos: quinta-feira, dia 16, às 02h30 e às 16h30; sexta-feira, dia 17, às 10h30; sábado, dia 18, às 22h; domingo, dia 19, às 16h30.