
por Wanda de Andrade.
Com uma bilheteria de US$ 29,29 milhões no fim de semana, Han Solo: Uma História Star Warscaiu 65% em relação ao fim de semana anterior, resultado de certa forma esperado diante da estreia decepcionante. A bilheteria doméstica totaliza US$ 148,8 milhões em 10 dias.
Embora uma queda semelhante seja prevista para lançamentos pós feriado (X-Men: Das de um Futuro Esquecido, X-Men: Apocalipse, e Velozes e Furiosos 6 perderam mais de 60% de suas bilheterias), tal resultado se torna mais problemático quando de trata de um filme que já estreou aquém de seu potencial. Em 10 dias, o primeiro filme da antologia Star Wars, Rogue One, já havia faturado em casa US$ 286 milhões. Uma diferença de 48%.
Infelizmente não se espera uma bilheteria doméstica final de mais de US$ 200 milhões, o que será um desastre para uma franquia deste quilate. A performance mais fraca da série até agora foi a deO Império Contra-Ataca,
de 1980, que faturou US$ 209,3 milhões, mas que, atualizados pela inflação chegariam a US$ 640 milhões. Para uma série que até a semana passada era considerada imbatível, uma luz vermelha se acendeu nos estúdios Disney.
Han Solo: Uma História Star Wars tampouco está se saindo bem nas bilheterias internacionais. A história da origem de Solo faturou US$ 30,3 milhões internacionais em 54 países, somando US$ 59,5 milhões internacionais e US$ 264 milhões globais. Mesmo assim, teve até agora um desempenho internacional superior a seus antecessores Star Wars: Os Últimos Jedi e Rogue One: Uma História Star Wars, embora os dois tenham estreado muito melhor.
Han Solo: Um a História Star caiu 54% em seu segundo fim de semana internacional, Os Últimos Jedi perdeu 67% e Rogue One caiu 65%. O único mercado importante onde ainda não estreou foi Japão, onde chega às telas dia 29. Numa época em que os maiores títulos têm 65% de sua receita vindos do exterior, os últimos três Star Wars ficaram entre 50% e 60%, e Hans Solotem até agora somente 40% de sua receita faturados no mercado internacional.
No salvador mercado chinês, Han Solo: Uma História Star Wars tampouco está indo bem. Estreou na 3ª posição com somente US$ 10,1 milhões, e caiu para a 6ª posição na 2ª semana depois de faturar somente US$ 2 milhões. Tendo faturado no China somente US$ 14,9 milhões até o momento, e com a média por sala diminuindo cada vez mais no país, Han Solo: Uma História Star Wars não deve chegar a US$ 20 milhões, o que será um dos piores desempenhos dos últimos tempos no país.
Pelo andar da carruagem, A nova História Star Wars não deve ir além dos US$ 400 milhões globais insuficientes para cobrir um orçamento de pelo menos US$ 250 milhões e outros tantos das despesas com marketing. Por enquanto está com uma bilheteria global de US$ 264,2 milhões.
Han Solo: Uma História Star Wars talvez seja o primeiro filme da série feito pela Disney e Lucasfilm a perder dinheiro.
Um analista de Wall Street, Barton Crockett, citado pela revista The Hollywood Reporter, calcula o prejuízo em mais de US$ 50 milhões e financistas da indústria cinematográfica acreditam que as perdas podem chegar a US$ 80 milhões ou mais, embora ninguém conheça os acordos de home entertainment, televisão ou produtos de merchandising para determinar as receitas pós cinema, que podem ser a tábua de salvação.
Até agora, a Disney e a Lucasfilm pareciam desconhecer a palavra prejuízo. Star Wars: O Despertar da Força faturou US$ 2,068 bilhões globais e é a terceira maior bilheteria de todos os tempos. Rogue One: Uma História Star Wars chegou a US$ 1,056 bilhão e Star Wars: Os Últimos Jedi a US$ 1,332 bilhão. Assim, diante das expectativas para um filme da série, ninguém esperava que Han Solo voasse tão baixo.
Mas a Disney pode aguentar qualquer perda no exercício de 2018 pois Pantera Negra eVingadores Guerra Infinita, da Disney e Marvel geraram centenas de milhões de dólares para o estúdio.
Pantera Negra faturou US$ 1,345 bilhão global, incluindo quase US$ 700 milhões em casa.
Vingadores Guerra Infinita faturou US$ 1,966 bilhão global, e deve se tornar o primeiro filme do verão na história do cinema a cruzar os US$ 2 bilhões sem ter sido lançado na temporada de fim de ano. As três maiores bilheterias de todos os tempos, Avatar, Titanic e Star Wars: O Despertar da Força estrearam em dezembro.
Ainda bem que o estúdio do Mickey tem tempo para planejar o lançamento do próximo filme da série, Star Wars: Episode IX, uma sequência de O Despertar da Força que já está programada para 20 de dezembro de 2019.
Mantendo a 2ª posição, Deadpool 2 faturou US$ 23,3 milhões no terceiro fim de semana com uma queda de apenas 46% em relação ao fim de semana anterior. MPS US$ 254,6 milhões em 10 dias, estando somente 10% atrás do primeiro filme. É um ótimo desempenho sobretudo se levarmos em conta a concorrência de Vingadores: Guerra Infinita e de Star Wars. Se mantiver o ritmo,Deadpool 2 deverá fechar em torno dos US$ 300 milhões e talvez ainda mais no exterior. O resultado global deverá chegar a US$ 700 milhões, mesmo sem a China – um ótimo resultado sobretudo se lembrarmos que o custo de produção foi de menos de US$ 150 milhões.
Deadpool 2 já faturou US$ 344 milhões no mercado intenacional e US$ 598,6 milhões globais.
O drama de sobrevivência no mar, Vidas à Deriva, estreou com US$ 11,5 milhões em 3.015 salas. Custou US$ 35 milhões, mas, face à concorrência, terá que lutar muito para atingir os US$ 30 milhões em casa. Pesquisa à saída do cinema no dia da estreia mostrou que o público Vidas à Deriva era liderado por mulheres (62%) e não por homens (38%), sendo que 19% deste público tinha mais de 18 anos, com 69% acima de 65 anos, o que pode prenunciar uma longa carreira nos cinemas deste verão repleto de super-heróis.
Vingadores: Guerra Infinita ainda não está dando sinais de cansaço e faturou US$ 10,37 milhões no sexto fim de semana, ficando na 4ª posição, somando US$ 642,9 milhões. No mercado internacional, o filme faturou US$ 24,3 milhões em 54 países, totalizando US$ 1,33 bilhão. Está a caminho de se tornar o quarto filme a ultrapassar os US$ 2 bilhões globais sem ter sido lançado no Japão, onde estreia no final do mês.
No mercado internacional, Guerra Infinita, a China deu uma ótima contribuição, faturando US$356,2 milhões até o momento. No Brasil já arrecadou US$ 64,9 milhões no Brasil.
Do Jeito Que Elas Querem teve a melhor sustentação da semana, perdendo apenas 32,5% depois de faturar US$ 6,8 milhões somando US$ 47 milhões com um custo de apenas US$ 10 milhões.
Upgrade estreou na 6ª posição com US$ 4,46 milhões, ultrapassando todas as expectativas, tendo sido a estreia mais bem resenhada da semana, está a caminho US$ 10 milhões.
As pesquisas de saída de cinema foram muito positivas com 46% da audiência declarando que recomendaria fortementemente o filme. No total, 76% do público tinham mais de 25 anos.
Action Point, a produção de US$ 19 milhões que estreou na 9ª posição, faturou somente US$ 2,3 milhões em 2.032 salas, uma das piores estreias em mais de 2.000 salas de todos os tempos. Com apenas 17% de tomates frescos no site Rotten Tomatoes, também foi mal de crítica.
As 10 maiores bilheterias da semana faturaram juntas US$ 96,3 milhões, que ficaram 46% abaixo do mesmo fim de semana do ano passado, quando Mulher Maravilha liderou com US$ 103,2 milhões.
A bilheteria total de 2018 caiu cerca de US$ 80 milhões em relação ao mesmo fim de semana de 2017, ou seja, 40%. Na semana passada, a bilheteria anual estava cerca de 8% à frente de 2017, mas esta semana, os maus resultados causaram uma queda de 6,5%.
No próximo fim de semana Oito Mulheres e Um Destino estreia em mais de 4.000 salas. Se faturar qualquer coisa acima dos US$ 30 milhões, como está previsto, o filme liderado por Sandra Bullock vai tirar Hans Solo: Uma História Star Wars da 1ª posição, depois apenas duas semanas.
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