
O Brasil conseguiu fazer bonito na seleção dos filmes que estarão presentes no próximo Festival de Veneza, a ser realizado de 27 de agosto a 6 de setembro.
“Encarnação do Demônio”, filme que marca o retorno aos cinemas do personagem Zé do Caixão, será exibido na Mostra Midnight Movies. Além dele, outras duas co-produções internacionais da Gullane Filmes – que também assina o longa de José Mojica Marins – marcarão presença no festival italiano, desta vez na Mostra Competitiva. São elas “Birdwatchers”, drama dirigido pelo italiano Marco Bechis, e “Plastic City”, do chinês Yu Likwai.
Na seção Horizontes, foi selecionado “A Erva do Rato”, de Julio Bressane e Rosa Dias. Em Horizontes – Documentários, será exibidia a co-produção franco-brasileira “Puisque nous sommes nés”, de Jean-Pierre Duret e Andréa Santana.
Fora de competição, também será exibido o curta-metragem “Do Visível ao Invisível”, dirigido pelo veterano cineasta português Manoel de Oliveira, co-produção entre Brasil e Portugal. Produzido por Renata de Almeida e Leon Cakoff – diretores da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo -, conta com Cakoff como ator, ao lado do português Ricardo Trepa. O curta, aliás, abre as atividades em Veneza.
Burn After Reading, novo longa dos irmãos Coen, abre o festival com exibição no dia 27 de agosto. Os novos longas de cineastas consagrados, como Takeshi Kitano (Dolls), Hayao Miyasaki (O Castelo Animado), o primeiro longa do roteirista Guillermo Arriaga (Babel) e Darren Aronofsky (Fonte da Vida) disputam os prêmios este ano.
O cineasta Wim Wenders (Medo e Obsessão) presidirá o júri principal. A atriz Alice Braga (Cinturão Vermelho) fará parte do júri do prêmio Luigi De Laurentis, que entrega o Leão do Futuro ao melhor filme dentre aqueles que representam a estréia dos diretores em longas-metragens, em todas as categorias.
Confira os trabalhos que serão exibidos no 65º Festival de Veneza:
COMPETIÇÃO
– The Wrestler, de Darren Aronofsky (EUA)
– The Burning Plain, de Guillermo Arriaga (EUA)
– Il papa di Giovanna, de Pupi Avati (Itália)
– BirdWatchers, de Marco Bechis (Itália/ Brasil)
– L’Autre, de Patrick Mario Bernard e Pierre Trividic (França)
– Hurt Locker, de Kathryn Bigelow (EUA)
– Il seme della discordia, de Pappi Corsicato (Itália)
– Rachel Getting Married, de Jonathan Demme (EUA)
– Teza, de Haile Gerima (Etiópia/ Alemanha/ França)
– Bumaznyj soldat, de Aleksey German Jr. (Rússia)
– Süt, de Semith Kaplanoglu (Turquia/ França/ Alemanha)
– Akires to kame, de Takeshi Kitano (Japão)
– Gake no ue Ponyo, de Hayao Miyazaki (Japão)
– Vegas: Based on a True Story, de Amir Naderi (EUA)
– The Sky Crawlers, de Oshii Mamoru (Japão)
– Un giorno perfetto, de Ferzan Ozpetek (Itália)
– Jerichow, de Christian Petzold (Alemanha)
– Inju, la Bête dans l’Ombre, de Barbet Schroeder (França)
– Nuit de chien, de Werner Schroeter (França/ Alemanha/ Portugal)
– Gabba, de Tariq Teguia (Argélia/ França)
– Dangkou, de Yu Lik-wai (Brasil/ China/ Japão)
SEÇÃO HORIZONTES
– Goodbye Solo, de Ramin Bahrani (EUA)
– A Erva do Rato, de Julio Bressane e Rosa Dias (Brasil)
– Parc, de Arnaud des Pallières (França)
– Melancholia, de Lav Diaz (Filipinas)
– Un lac, de Philippe Grandrieux (França)
– Dikoe Pole, de Mikhail Kalatozishvili (Rússia)
– Il primo giorno d’inverno, de Mirko Locatelli (Itália)
– Voy a explotar, de Gerardo Naranjo (México)
– Jay, de Francis Xavier Pasion (Filipinas)
– Pa-ra-da, de Marco Pontecorvo (Itália/ França/ Romênia)
– Zero Bridge, de Tariq Tapa (Índia/ EUA)
SEÇÃO HORIZONTES DOCUMENTÁRIOS
– Puisque nous sommes nés, de Jean-Pierre Duret e Andréa Santana (França/ Brasil)
– Women, de Huang Wenhai (China/ Suíça)
– In Paraguay, de Ross McElwee (EUA)
– Z32, de Avi Mograbi (Israel/ França)
– Below Sea Level, de Gianfranco Rosi (Itália/ EUA)
– Los Herederos, de Eugenio Polgovsky (México)
– L’Exil et le royaume, de Andre Schtakleff e Jonathan Le Fourn (França)
FORA DE COMPETIÇÃO
– Puccini e la Fanciulla, Paolo Benvenuti (Itália)
– Yuppi Du, Adriano Celentano (Itália)
– Burn After Reading, de Joel Coen e Ethan Coen (EUA)
– 35 Rhums, de Claire Denis (França/ Espanha)
– Heshang aiqing (curta-metragem), de Jia Zhangke (China/ Espanha/ França)
– Shirin, de Abbas Kiarostami (Irã)
– Tutto è musica (1963), de Domenico Modugno (Itália)
– Vicino al Colosseo… c’è Monti (curta-metragem), de Mario Monicelli (Itália)
– Do Visível ao Invisível (curta-metragem), de Manoel de Oliveira (Brasil/ Portugal)
– Orfeo 9 (1973), de Tito Schipa Jr. (Itália)
– Les Plages d’Agnès, de Agnés Varda (França)
– Vinyan, de Fabrice Du Welz (França/ Reino Unido/ Bélgica)
– Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins (Brasil)
– Nel blu dipinto di blu (Volare) (1959), de Piero Tellini (Itália)
– Bajo el Signo de las Sombras (1984), de Ferrán Alberich (Espanha)
– Gracia Vida en Sombras (1947), de Lorenzo Llbobet (Espanha)
– Kettô Takadanobaba (1937), de Masahiro Makino e Hiroshi Inagaki (Japão)
– A Raiva (1963) (versão inédita), de Pier Paolo Pasolini (Itália)