“GRENAL: O MAIOR CLÁSSICO DAS AMÉRICAS”, POR SI SÓ, JÁ É UMA PROVOCAÇÃO.

Por Celso Sabadin.

Como polêmica pouca é bobagem, o documentário “Grenal” já ostenta um subtítulo orgulhoso: “O Maior Clássico das Américas”. Seria para provocar Boca e River? Ou Flamengo e Palmeiras? Ou Corinthians e quem quer que seja? Talvez.  Mas o fato é que “provocar” é um dos verbos preferidos daqueles que têm no futebol sua paixão. E – cá entre nós – humildade não é exatamente uma das características mais marcante da cultura gaúcha, não é?

Provocações a parte, “Grenal: o Maior Clássico das Américas” chegou neste  1º de outubro no SporTV e na Globoplay, e seguirá na programação destes canais em diversas datas e horários.

Com direção de Belisario Franca e Tatiana Sager, o longa faz um completo inventário do famoso clássico entre os times do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e Sport Club Internacional, o único “match” (para usar a expressão dos antigos narradores) numerado da história do futebol (pelo menos até onde eu saiba). Ou seja, desde 1909 até hoje, cada jogo entre as duas equipes recebe sua numeração, independente do campeonato que elas estejam disputando. Atualmente, a contagem está em 454.

Reunindo depoimentos, muitas imagens históricas e – claro – cuidadosamente imparcial, para não ferir suscetibilidades –  o longa tem foco específico no clássico que o nomeia, optando por não abrir o seu leque para a rivalidade em si. Ou seja, não se aborda aqui o caso único do mundo do uso do logotipo da Coca Cola em azul para patrocinar o uniforme gremista, e outros que tais. Não tenho conhecimento se já foi produzido algum documentário sobre isso, mas acredito que seria bem interessante.

Certamente o filme falará mais de perto aos corações gaúchos, mas não é necessário sê-lo para apreciá-lo: basta gostar de futebol. Só fiquei com uma dúvida. Nunca o Inter quis mudar o nome do jogo para NALGRE, para que seu nome viesse antes?  Ou INTERMIO?