O MELANCÓLICO ÍTALO-ESPANHOL ”TRÊS VEZES ADEUS”.
Por Celso Sabadin.
Marta (Alba Rohrwacher não sabe disfarçar muito bem quando não está feliz. Na verdade, na contramão desta nossa sociedade de aparências, ela nem se esforça pra isso. E talvez sequer se esforce para ser feliz. Antonio (Elio Germano), seu companheiro de sete anos, não segura mais a barra desta maneira de ser de Marta, e o relacionamento colapsa. Ambos sofrem com o rompimento, mas o que já era ruim sempre pode piorar.
“Três Vezes Adeus” é um triste drama romântico que traz a cidade de Roma como pano de fundo e busca traçar um painel sobre as dificuldades dos relacionamentos humanos, amorosos ou não.
Coprodução ítalo-espanhola, o filme tem roteiro de Enrico Audenino – a partir do livro semi-autobiográfico “Tre Ciotole”, de Michela Murgia – e da própria diretora, a catalã Isabel Coixet. “Ter Ciotole” em italiano significa “Três Tijelas”: vendo o filme, você vai entender.
“Três Vezes Adeus” chega aos cinemas brasileiros nesta quinta, dia 17 de setembro, nas praças de Balneário Camboriú (ninguém é perfeito), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Caxias do Sul (RS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Niterói (RJ), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Vitória (ES).
Quem dirige
Nascida em Barcelona, Isabel Coixet é uma das diretoras mais reconhecidas do cinema espanhol contemporâneo. Entre seus filmes mais importantes está “Minha Vida Sem Mim” (“My Life Without Me”) (2003), drama estrelado por Sarah Polley e Mark Ruffalo. Dois anos depois, dirigiu “A Vida Secreta das Palavras” (“The Secret Life of Words”) (2005), considerado por muitos sua obra-prima, novamente estrelado por Sarah Polley. Em “Fatal” (“Elegy”) (2008). Outro destaque de sua carreira é “A Livraria” (“The Bookshop”) (2017), com Emily Mortimer. Mais recentemente, Coixet dirigiu “Un amor” (“Um Amor”) (2023).