15a. FILMAMBIENTE COMEÇA NESTA QUARTA, 23/09. GRÁTIS.

Programação do mais importante festival de cinema ambiental da América Latina terá 60 filmes gratuitos até 2 de outubro, com exibições no Rio e em Niterói, além de sessões online no Porta Curtas.

Confira a programação:

De 23 de setembro a 2 de outubro, o Filmambiente exibirá gratuitamente 60 filmes brasileiros e internacionais, distribuídos por oito mostras — quatro competitivas e quatro temáticas. A programação ocupará o Estação Claro Rio e outros espaços do Rio e de Niterói. Parte dos títulos também estará disponível online no Porta Curtas, e haverá sessões com recursos de acessibilidade (Leia abaixo em Onde Assistir).

“Sob as bandeiras, o sol”, de Juanjo Pereira, será exibido nesta quarta-feira (23), às 21h, no Estação Claro Rio, como sessão de abertura da 15ª edição do Filmambiente. Vencedor do Prêmio FIPRESCI da crítica internacional na mostra Panorama da Berlinale, o documentário utiliza imagens de arquivo raras e há muito esquecidas para revisitar a ditadura de Alfredo Stroessner no Paraguai, um dos regimes mais longos da história, e suas conexões com outras ditaduras latino-americanas do período. A partir desse material, o filme revela como a mídia ajudou a moldar o poder, controlar a memória e construir um legado que ainda persiste. Antes da sessão, às 20h30, terá uma homenagem à bióloga Liliane Lodi, pioneira na conservação de cetáceos no Brasil.

Com mais de 30 anos de dedicação à proteção da biodiversidade marinha, Liliane Lodi alia ciência, ensino e engajamento social e coordena projetos como “Baleias & Golfinhos do Rio de Janeiro” e “Ilhas do Rio”. “Desde 2025, o Filmambiente, um festival com alma carioca e alcance global, decidiu homenagear personagens do Rio de Janeiro que desenvolvem trabalhos que fazem a diferença, como a Liliane”, diz Raquel Couto, que acaba de assumir a direção do festival.

“Ações e Consequências” é o tema central desta edição e orientou a seleção dos longas e curtas-metragens de ficção, animação e documentário, que abordam sustentabilidade, justiça climática e justiça social. “Em um mundo saturado de informações, o público não procura mais quantidade; procura relevância. Busca referências confiáveis, narrativas bem estruturadas e experiências que façam sentido. É exatamente esse o papel do festival: funcionar como um filtro inteligente, oferecendo ao público uma programação cuidadosamente construída, capaz de ampliar repertórios, estimular o pensamento crítico e fortalecer o vínculo entre cinema, cultura e sociedade”, explica Suzana Amado, produtora carioca que criou o Filmambiente em 2011 e atual curadora do festival. Ela assistiu a quase 400 filmes de 60 países para realizar a seleção deste ano. A competição oficial conta com quatro categorias: Longa-Metragem Brasileiro, Longa-Metragem Internacional, Curta-Metragem Documentário e Curta-Metragem Ficção e Animação.

O filme de encerramento da mostra competitiva, a ser exibido no dia 30 de setembro, às 21h, é Katô: sonhos da Terra Escura (2026, EUA), de Zaya Ralita Benazzo e Maurizio Benazzo. O filme acompanha os Munduruku, da aldeia amazônica de Sawré Muybu, em sua luta de décadas para manter as águas do rio Tapajós livre do mercúrio da mineraçao ilegal e manter a memória e tradição de seus antepassados.

Entre os destaques da competição de longa-metragem documentário internacional está o filme Molly vs A Máquina (2026, UK), de Marc Silver, que revela a trágica história por trás do suicídio de uma adolescente, motivado pela exposição a conteúdos inapropriados divulgado através das redes sociais.

Outro destaque da categoria é “Poder no Deserto” (2025, Argentina, Chile e Estados Unidos), de Emiliano Rodriguez Nuesch, que acompanha três comunidades afetadas pelos efeitos menos visíveis da transição energética, da Califórnia ao Triângulo do Lítio, na Argentina e no Chile. O documentário propõe uma reflexão sobre o boom da exploração do lítio, a justiça ambiental e o significado do desenvolvimento sustentável. No dia 24, o diretor argentino participa, ao lado de Amanda Mara Goyataká, do painel “Rizoma das Américas: descolonização em movimento”, com curadoria de Ynaê Lopes dos Santos, no Cine Arte UFF, e no dia 28 estará presente na sessão do Estacão Claro Rio, às 19h.

Na mostra Batalhas do Dia a Dia, um dos destaques é o documentário brasileiro Agrotóxicos sem fronteira: um dilema global (2026, Brasil), dirigido por João Amorim, que acompanha a geógrafa brasileira Larissa Bombardi enquanto ela investiga a cadeia global que permite que agrotóxicos proibidos na Europa sejam produzidos e exportados para o Sul Global, com consequências devastadoras. O filme expõe como decisões políticas, lobby corporativo e lacunas regulatórias sustentam o que Bombardi, hoje exilada na Suíça, define como colonialismo químico.

15º Filmambiente: Onde assistir

A programação completa será exibida no Estação Claro Rio, em Botafogo, e parte dela também estará no Cine Arte UFF, onde também serão exibidos filmes com acessibilidade, na Biblioteca Parque Centro, no INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos), na Cinemateca do MAM, além das exibições online de curtas-metragens, com geo-bloqueio para o Brasil – repetindo a parceria com o PortaCurtas – terão também filmes disponibilizados com acessibilidade.

15ª Edição do Filmambiente

De 23 de setembro a 02 de outubro

Locais de exibição: Estação Claro Rio – R. Voluntários da Pátria, 35 – Botafogo

Sessões diárias entre 17h e 21h

Programação especial: Biblioteca Parque Centro – Av. Pres. Vargas, 1261

Cinemateca do MAM – Avenida Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo

Cine Arte UFF – Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí/Niterói

                       Online para todo o Brasil no Porta Curtas

Ingressos Gratuitos – Retirada no local

Confira a programação completa no site: https://filmambiente.com/br/